segunda-feira, 6 de julho de 2020

A Origem do Cinema

Trilha Sonora > Ennio Morricone escreveu próprio obituário

O compositor italiano Ennio Morricone posa  para um 
retrato durante entrevista em Londres, na Inglaterra
Foto: Dylan Martinez / Reuters


Publicado originalmente no site G1 GLOBO, em 6 de julho de 2020 

Ennio Morricone escreveu próprio obituário: 'À minha esposa, o adeus mais doloroso'

No texto, maestro e compositor italiano se despede de amigos e família. Artista morreu aos 91 anos nesta segunda-feira (6), na Itália.

Por G1

Ennio Morricone, maestro e compositor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, escreveu o próprio obituário, segundo revelou seu advogado e amigo Giorgio Assuma para a imprensa italiana.

O artista morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira (6), na Itália. Ele estava internado há alguns dias em uma clínica em Roma após sofrer uma queda e fraturar o fêmur.

Segundo Assuma, o maestro queria escrever sobre sobre si e sua morte em primeira pessoa. No texto, Morricone se despese de sua esposa, Maria Travia, de seus filhos, netos, amigos e do diretor de cinema Giuseppe Tornatore e declara seu amor.

Leia, abaixo, o obituário escrito por Morricone:

"Ennio Morricone está morto. Anuncio a todos os amigos que sempre estiveram próximos de mim e também aos que estão um pouco distantes e os saúdo com muito carinho.

Impossível nomear a todos. Mas uma lembrança especial vai para Peppuccio e Roberta, amigos fraternos muito presentes nos últimos anos de nossa vida. Há apenas uma razão que me leva a cumprimentar todos assim e a ter um funeral privado: não quero incomodá-los.

Saúdo calorosamente Inês, Laura, Sara, Enzo e Norbert por terem compartilhado grande parte da minha vida comigo e com minha família. Quero lembrar com carinho as minhas irmãs Adriana, Maria, Franca e seus entes queridos e que elas saibam o quanto eu as amava.

Uma saudação completa, intensa e profunda aos meus filhos Marco, Alessandra, Andrea, Giovanni, minha nora Monica e aos meus netos Francesca, Valentina, Francesco e Luca. Espero que eles entendam o quanto eu os amava.

Por último mas não menos importante (Maria). Renovo a você o extraordinário amor que nos uniu e que lamento abandonar. Para você, o adeus mais doloroso."
  
Morricone nasceu em 10 de novembro de 1928, em Roma, e começou a compor aos seis anos. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de "O Fascista", de Luciano Salce.

O artista escreveu para outras centenas de filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor italiano Sergio Leone que lhe trouxe fama, com partituras para o gênero "spaghetti westerns" que consagrou Clint Eastwood na década de 1960.

Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como "Três Homens em Conflito", "A Missão", "Era uma Vez na América", "Os intocáveis", "Cinema Paradiso", entre outros.

Ao longo da carreira, Ennio ganhou dois Oscars e dezenas de outros prêmios, incluindo Globos de Ouro, Grammys e BAFTAs.

Em 2007, recebeu um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. Na ocasião, dedicou o prêmio à esposa Maria Travia, com quem era casado desde 1956 e considerava sua melhor crítica. "Ela não tem treinamento formal em música, mas julga meu trabalho como o público o faria. Ela é muito rígida."

Texto reproduzido do site: g1.globo.com

Trilha Sonora > Ennio Morricone, morre aos 91 anos


Texto publicado originalmente no site G1 GLOBO, em 6 de julho de 2020 

Ennio Morricone, maestro e compositor italiano, morre aos 91 anos

Ao longo da carreira, o artista ganhou dois Oscars e dezenas de outros prêmios por trilhas de filmes, marcando a história do cinema.

Por G1

Ennio Morricone durante sessão de
 fotos em dezembro de 2013 
Foto: AP Foto/Michael Sohn, arquivo

Ennio Morricone, maestro e compositor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, morreu aos 91 anos, nesta segunda-feira (6), na Itália.

Segundo a agência Reuters, o artista estava internado há alguns dias em uma clínica em Roma após sofrer uma queda e fraturar o fêmur.

Um comunicado divulgado por Giorgio Assuma, advogado e amigo do artista, informa que o maestro italiano morreu "nas primeiras horas de 6 de julho no conforto de sua família". De acordo com a nota, Ennio Morricone "permaneceu lúcido e com grande dignidade até o fim" e "se despediu de sua amada esposa Maria".

Morricone nasceu em 10 de novembro de 1928, em Roma, e começou a compor aos seis anos. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de "O Fascista", de Luciano Salce.

Morricone escreveu para outras centenas de filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor italiano Sergio Leone que lhe trouxe fama, com partituras para Spaghetti Westerns estrelado por Clint Eastwood na década de 1960.

Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como "Três Homens em Conflito", "A Missão", "Era uma Vez na América", "Os intocáveis", "Cinema Paradiso", entre outros.

"A música de 'A Missão' nasceu de uma obrigação. Tinha que escrever um solo oboé, se passava na América do Sul no século XVI, e tinha a obrigação de respeitar o tipo de música do período. Ao mesmo tempo, eu tinha que compor uma música que também representasse os índios da região. Todas as obrigações me prendiam (...) Mas também fizeram com que saísse algo claro", recordou o compositor em uma entrevista à AFP em 2017.

Ao longo da carreira, Ennio ganhou dois Oscars e dezenas de outros prêmios, incluindo Globos de Ouro, Grammys e BAFTAs.

Ennio Morricone conduz a Orquestra Filarmônica 
Nacional Húngara em apresentação em julho de 2009
Foto: AP Photo/Boris Grdanoski, arquivo

Em 2007, recebeu um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. Na ocasião, segundo a agência Deutsche Welle, dedicou o prêmio à esposa Maria Travia, com quem era casado desde 1956 e considerava sua melhor crítica. "Ela não tem treinamento formal em música, mas julga meu trabalho como o público o faria. Ela é muito rígida."

Seu último Oscar foi em 2016, melhor trilha sonora original de "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino. Ele primeiro recusou o trabalho, mas depois cedeu, exigindo que Tarantino lhe permitisse uma "ruptura total com o estilo dos filmes ocidentais".

Além de Leone e Tarantino, Ennio também trabalhou com nomes como Roman Polanski, Terrence Malick e os italianos Giuseppe Tornatore e Bernardo Bertolucci.

No início de junho, Morricone foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, com o prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha. A entrega do prêmio aconteceria em uma cerimônia, em outubro.

Ao lado de Clint Eastwood, o compositor italiano 
Ennio Morricone recebe o Oscar Honorário 
por sua contribuição à arte da música 
cinematográfica, em 2007 
Foto: AP Photo/Mark J. Terrill, arquivo

Texto reproduzido do site: g1.globo.com

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sábado, 4 de julho de 2020

Filme: "Amarelo Manga" (2003), de Cláudio Assis














Leonardo Villar, ator de 'O pagador de promessas', morre aos 96 anos

Leonardo Villar e Glória Menezes no filme 
'O pagador de promessas', de 1962
Foto: Reprodução

Publicado originalmente no site G1 GLOBO, em 03 de julho de 2020

Leonardo Villar, ator de 'O pagador de promessas' e 'Passione', morre aos 96 anos

Com extensa carreira no teatro, na televisão e no cinema, Villar foi protagonista do filme dirigido por Anselmo Duarte que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Por G1

Leonardo Villar, ator de 96 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (3) em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca. A informação foi confirmada ao G1 por familiares dele.

Ele foi internado na UTI na quinta-feira (2), depois de não se sentir bem na noite anterior. O corpo do ator será cremado, conforme desejo dele, e não haverá velório, por conta da pandemia da Covid-19.

Nascido em Piracicaba, no interior de São Paulo, em 1923, ele ganhou notoriedade ao interpretar o personagem Zé do Burro, protagonista do filme "O Pagador de Promessas" (1962).

Dirigido por Anselmo Duarte e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1963, o filme foi também vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Antes de ir para o cinema, o texto de Dias Gomes foi interpretado no teatro e Villar já era o Zé do Burro.

Com o nome de batismo de Leonildo Motta, Leonardo Villar foi aluno da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, onde se formou na turma de 1948.

Villar trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) durante oito anos e estreou como ator profissional sendo dirigido por Bibi Ferreira na Companhia Dramática Nacional (CDN) com a peça "A Raposa e as Uvas".

Logo no começo da carreira continuou trabalhando com grandes nomes do teatro como o diretor Sérgio Cardoso em "Canção Dentro do Pão". Ele também participou de "A Falecida”, de Nelson Rodrigues.

Na televisão, Leonardo Villar fez mais de trinta novelas, como "Estúpido Cupido" (1976), "Barriga de Aluguel" (1990) , "Amazônia" (1991), "Laços de Família" (2000). O último trabalho na TV Globo foi na novela "Passione" (2010).

Ao longo da carreira, Villar também participou de filmes marcantes como "Lampião e o Rei do Cangaço" (1964), "A hora e a vez de Augusto Matraga" (1965), "Ação entre Amigos" (1988), "Brava Gente Brasileira" (2000) e "Chega de Saudade" (2008).

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com