Mostrando postagens com marcador - SEAN CONNERY. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - SEAN CONNERY. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de novembro de 2020

Sean Connery, o ator que se consagrou como James Bond...



Publicado originalmente no site do jornal EL PAÍS BRASIL, em 31/10/2020

Sean Connery, o ator que se consagrou como James Bond, mas não ficou refém do personagem

Ícone dos cinemas, o escocês, morto neste sábado, soube ir além da imagem do agente 007 que alavancou sua fama

Por Rafa de Miguel

A fuga mais espetacular estrelada por Sean Connery foi associar sua imagem à de James Bond para a eternidade e conseguir deixar para trás o personagem para consolidar uma carreira artística de prestígio incomparável. O ator escocês (Edimburgo, 1930) morreu neste sábado, aos 90 anos, “pacificamente, enquanto dormia, em sua casa nas Bahamas, após um breve período de doença”, explicou seu filho Jason. Connery nunca esqueceu os dois traços principais que o marcaram desde o início: sua origem humilde e escocesa. E ele estava determinado a pagar as duas dívidas.

Nascido em um bairro da classe trabalhadora de Edimburgo, o filho de um motorista de caminhão e de uma faxineira tornou-se o ícone por excelência de elegância, classe e sucesso. E não precisava se livrar do forte sotaque escocês, embora durante anos tenha camuflado sua calvície: quando deixou Bond para trás, ele não dedicou mais nenhum minuto de suas preocupações ao personagem. A revista People o escolheu em 1999 como “o homem mais sexy do século”. O ator Alec Baldwin diz que, quando foi convidado para estrelar The Hunt for Red October e compartilhar o pôster com Connery, respirou aliviado. O escocês tinha então 60 anos. “Foi na primeira cena que filmamos, quando ele apareceu com aquele cabelo prateado e sua voz foi ouvida, e eu percebi que não tinha nada para fazer, meu papel já havia impregnado por todo o filme”.

O jovem Sean não imaginava que seu futuro estivesse no cinema. Ele se alistou na Marinha Real Inglesa em 1946 e, em seu retorno, trabalhou como leiteiro, praticou fisiculturismo e ganhou um terceiro lugar honroso em um concurso de Mister Universo. Até que ele se juntou a uma companhia de teatro itinerante e começou a conseguir papéis cada vez mais relevantes. Antes de ser o Agente 007, ele seduziu Lana Turner em Mists of Restlessness e foi o amante de Anna Karenina, o Conde Vronski, na adaptação da peça para a BBC em 1961. James Bond, então, mudaria sua vida. Era difícil pensar em um ator escocês personificando o sofisticado agente secreto da imaginação de Ian Fleming, um escritor culto, elegante e esnobe, educado em uma escola particular em Eton, o berço das elites britânicas. Fleming ficou horrorizado com a escolha, para a qual nomes como Cary Grant ou David Niven haviam sido cogitados.

Quando viu Connery em Agente 007 vs. Doutor No, o escritor refez partes de seus romances e roteiros para dar ao protagonista uma ancestralidade meio escocesa. "Foi um privilégio conhecer o Sean. A última vez que falei com ele, ficou claro que sua saúde estava falhando, mas a voz, o espírito e a paixão que todos nós amamos nele ainda estavam lá. Eu vou sentir falta dele. A Escócia vai sentir sua falta. O mundo vai sentir falta dele ", escreveu o ministro-chefe escocês Nicola Sturgeon ao ouvir a notícia de sua morte. Apenas mais uma entre a enxurrada de vozes públicas que se somaram às condolências. Atores, produtores, políticos e até mesmo a montadora britânica Aston Martin, cujo nome sempre esteve associado à imagem de Bond, mas principalmente de Connery. “Descanse em paz, Sean Connery. Antes de interpretar James Bond, ele serviu seu país quando jovem, na Marinha Real, a bordo do HMS Formidable”, tuitou o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A encarnação do espião “a serviço de Sua Majestade”, que consolidou a imagem do personagem ao longo de sete filmes, foi paradoxalmente escocesa e profundamente britânica. “Não somos deuses, mas somos ingleses, que é o mais próximo que você pode ser”, disse Peachy Carnehan, O Homem Que Poderia Reinar, na adaptação premiada do diretor John Huston do conto de Rudyard Kipling. Sean Connery e Michael Caine. Dois deliciosos iconoclastas que provaram que a elegância não tem outra receita senão a autenticidade.

Enquanto o resto da humanidade debatia quem era o melhor Bond, Connery continuou a criar personagens humanos com incrível virilidade e firmeza. Ou com um magnetismo tão poderoso quanto a própria voz do ator. A busca do conhecimento, da ternura e da habilidade de detetive de Guillermo de Baskerville, em O Nome da Rosa (1987); a honestidade e dureza de Jim Malone, o veterano policial de Os Intocáveis (1987); o terno e crepuscular Robin Hood de Robin e Marian (1976); ou Henry Jones, o excêntrico, travesso e sedutor pai de Indiana Jones em Indiana Jones e a Última Cruzada (1989).

Connery nunca se esqueceu da Escócia. Em 1967, dirigiu pela primeira e última vez um documentário em preto e branco intitulado The Bowler And The Bunnet, no qual o ator narrava em primeira pessoa as ruínas deixadas pela reconversão dos estaleiros escoceses. E ele mostrou seu apoio ao movimento pela independência durante o referendo de 2016 e em anos anteriores. Parte de sua imensa fortuna como ator foi destinada para ajudar jovens escoceses com o Scottish International Educational Trust, que ele fundou em 1971. “Eles me pediram para fazer outro filme de James Bond, e eu disse que não, porque estava farto do personagem. Mas então percebi que seria uma boa ideia dedicar 14 semanas de trabalho a 007, os Diamantes são Eternos em troca do milhão de dólares do contrato indo direto para a fundação”, explicou o próprio ator em um documentário sobre sua vida produzido pela BBC.

“Ele tinha um carisma extraordinário”, diz a atriz Julia Ormond, que interpretou Guinevere em Lancelot, o primeiro cavaleiro diante de Connery como Rei Arthur. “E não sei se tem a ver com ter uma vagina ou não, porque conheço muitas pessoas sem vagina que consideram isso incrivelmente sexy.” Sua capacidade de sedução correspondia a uma época, agora muito distante, em que se tolerava certa condescendência verbal em relação à violência contra a mulher. E Connery tinha algo disso. Seu primeiro casamento, com a atriz Diane Cilento, durou 11 anos e foi marcado por acusações de maus-tratos. Seu segundo matrimônio, com a pintora franco-marroquina Micheline Roquebrune, durou até o fim de sua vida.

Frequentador de Marbella, paraíso turístico do litoral espanhol, o glamour do ator acabou maculado por uma questão judicial envolvendo a reclassificação irregular de terras. A essa altura, ele já havia estabelecido sua residência em Nassau e nunca compareceu ao julgamento alegando problemas de saúde. Hoje, o James Bond representado por Daniel Craig é um personagem complexo e atormentado que duvida da própria vida amorosa, mas o ator britânico definiu Connery como o homem que marcou uma época e um estilo, “com um brilho e elegância em tela que poderiam ser medidos em megawatts”. Ele sempre manteve as duas tatuagens de seu tempo na Marinha: “Mum and Daf” (mamãe e papai) e “Scotland Forever” (Escócia sempre). As duas origens que sempre o acompanharam, “agitadas, não mexidas”, como o Dry Martini de Bond.

Texto e imagens reproduzidos do site: brasil.elpais.com

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Harrison Ford presta sua homenagem a Sean Connery


Publicado originalmente no site O VÍCIO, em 2 de novembro de 2020

Harrison Ford presta sua homenagem a Sean Connery

Por Bruno Gomes

Através do site da Variety, Harrison Ford emitiu um comunicado onde prestou sua homenagem ao icônico Sean Connery, que faleceu no último sábado, 30 de novembro, aos 90 anos. Os atores trabalharam juntos em ‘Indiana Jones e a Última Cruzada‘, onde Connery interpretou Dr. Henry Walton Jones, arqueólogo e pai do protagonista.

“Sean não foi meu pai na vida, mas foi em Indy 3. Vocês não fazem ideia do que é prazer até que alguém te pague para levar Sean Connery para um passeio no carro lateral de uma moto russa por uma trilha acidentada e perigosa em uma montanha, e poder assistir ele se contorcendo.”

Contou.

“Deus, nos divertimos demais. Se ele estiver no céu, espero que lá tenha campos de golfe. Descanse em paz, querido amigo.”

Connery também é considerado a versão definitiva de James Bond nos cinemas. O ator foi dono do papel por sete filmes.

Outro papel de destaque na carreira do escocês foi Jimmy Malone em ‘Os Intocáveis‘, clássico do diretor Brian De Palma, vencendo inclusive um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Texto e imagem reproduzidos do site: ovicio.com.br

sábado, 31 de outubro de 2020

Sean Connery, ícone do cinema e 1º James Bond, morre aos 90 anos





Texto publicado originalmente no site do Portal G1 GLOBO, em 31 de outubro de 2020 

Sean Connery, ícone do cinema e 1º James Bond, morre aos 90 anos

Ator morreu na madrugada deste sábado (31) enquanto dormia. Ele estava mal 'havia algum tempo', segundo a família. Em quase 60 anos de carreira, Connery atuou em mais de 90 papéis e venceu mais de 30 prêmios, incluindo o Oscar de melhor ator coadjuvante por 'Os intocáveis' (1987).

Por G1

O ator escocês Sean Connery, ícone do cinema e primeiro a interpretar o espião James Bond, morreu na madrugada deste sábado (31) aos 90 anos. De acordo com a família, ele morreu enquanto dormia, nas Bahamas.

À emissora britânica BBC, o filho do ator, Jason Connery, disse que o pai não estava bem "havia algum tempo".

REPERCUSSÃO: 'Uma lenda na tela e fora dela', diz Hugh Jackman

Com 94 papéis ao longo de mais de 50 anos de carreira, Connery atuou em sete filmes do espião 007, lançados nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Foi apontado em inúmeras enquetes como o melhor James Bond do cinema.

Como o detetive, estrelou "O satânico Dr. No" (1962), "Moscou contra 007" (1963), "007 contra Goldfinger" (1964), "007 Contra a chantagem atômica" (1965), "Com 007 só se vive duas vezes" (1967), "007 - Os diamantes são eternos" (1971) e "007 – Nunca mais outra vez" (1983).

O sucesso como o espião lhe rendeu uma carreira bem-sucedida. Entre os trabalhos mais conhecidos, estão "Marnie, Confissões de uma Ladra" (1964), de Alfred Hitchcock, "A colina dos homens perdidos" (1965), "Assassinato no Expresso Oriente" (1974), "O homem que queria ser rei" (1975), "O Vento e o Leão" (1975), "Highlander: O guerreiro imortal" (1986) e "Caçada ao Outubro Vermelho" (1990).

Connery também atuou no drama "Os intocáveis" (1987), de Brian de Palma, pelo qual venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante.

Outros personagens de destaque foram o William von Baskerville, no longa "O nome da rosa" (1986), adaptação da obra de Umberto Eco, e o professor Henry Jones no filme "Indiana Jones e a última cruzada" (1989), no qual interpretou o pai do personagem-título.

O ícone do cinema venceu o Globo de Ouro três vezes, o Bafta (prêmio da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas) duas vezes e acumulou mais de 30 prêmios durante a carreira. Em 2000, recebeu o título de cavaleiro da Ordem Britânica da Rainha Elizabeth II.

O último longa em que Connery atuou foi "A liga extraordinária" (2003), como o caçador Allan Quatermain.

O ator também era conhecido por sua voz marcante. Emprestou sua voz para animações e outros personagens marcantes. Na aventura "Coração de dragão" (1996), fez a voz de Draco, e, no trabalho da carreira, dublou o protagonista da animação "Sir Billi" (2012).

Além do filho, Connery deixa a esposa, a atriz Micheline Roquebrune, e o neto, Dashiell.

Thomas Sean Connery nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 25 de agosto de 1930. Seu pai era um operário de fábrica e motorista de caminhão, e sua mãe, trabalhadora doméstica. A família paterna havia emigrado da Irlanda para a Escócia no século 19.

Antes de iniciar a carreira no cinema, Connery fez trabalhos como entregador de leite, operário e motorista de caminhão. Chegou a servir a Marinha do Reino Unido por três anos, mas foi dispensado por problemas de saúde.

O escocês também iniciou uma carreira como jogador de futebol e chegou a receber uma proposta do Manchester United, mas não aceitou e decidiu se dedicar à atuação.

Ele concorreu a mister universo em 1953 (na categoria altura) e, depois disso, conseguiu pequenos papéis em peças de teatro. Participou de seu primeiro filme em 1954, "Lilacs in the spring".

Em 1957, conseguiu seu primeiro grande papel, no filme "No road back", um longa de ação sobre gangues. No mesmo ano, participou de outras seis produções, sendo três filmes no cinema, duas séries e um filme para televisão.

Nos primeiros anos da carreira, emplacou sucessos como "Na rota do inferno" (1957), "Vítima de uma paixão" (1958), "A lenda dos anões mágicos" (1959), "Até o último gangster" (1961) e "O mais longo dos dias" (1962).

Foi então que recebeu o convite para viver o agente secreto James Bond em "O satânico Dr. No" (1962). Depois, estrelou outros seis filmes da franquia "007".

Connery defendia a independência da Escócia em relação ao Reino Unido. O ator tinha uma tatuagem com a inscrição "Escócia para sempre" no braço direito, segundo o site IMDb.

Quando recebeu a Ordem de cavaleiro e o título de sir, a cerimônia ocorreu no palácio Holyrood Palace, em Edimburgo, e a rainha Elizabeth II foi até a cidade para entregá-la.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

Sean Connery, o primeiro James Bond, morre aos 90 anos, diz site

Sean Connery morreu aos 90 anos, completados em agosto
Reprodução/Agencia RBS

DESPEDIDA A 007

Sean Connery, o primeiro James Bond, morre aos 90 anos, diz site

Carreira de décadas do ator escocês lhe rendeu um Oscar, dois prêmios Bafta e três Globos de Ouro

Publicado originalmente no site [gauchazh.clicrbs.com.br], em 31/10/2020

O ator escocês Sean Connery, que eternizou o espião James Bond nos cinemas, morreu aos 90 anos, conforme a BBC informou neste sábado (31), citando a família de Connery. A causa da morte não foi revelada.

Connery interpretou Bond, conhecido como 007, em sete filmes. Sua carreira de décadas lhe rendeu, além do vasto reconhecimento por ter vivido o espião nos cinemas, um Oscar, dois prêmios Bafta e três Globos de Ouro. O ator teve papel de destaque também em filmes como O Homem que Queria Ser Rei, O Nome da Rosa, Os Intocáveis e Caçada ao Outubro Vermelho.

O ator foi o primeiro a dar vida às histórias do agente James Bond criadas pelo escritor Ian Fleming (1908 - 1964). O filme inaugural, de 1962, originalmente chamado apenas Dr. No, tinha como protagonista o então pouco conhecido Sean Connery e sequer levava no nome o 007 que viria a carimbar a mais longa franquia da história do cinema.

Pouco depois, a primeira Bond Girl, Ursula Andress, já seria tratada como a nova Marilyn Monroe, e o escocês Connery, então com 32 anos, mudaria para sempre seu status na cultura pop. Exatas cinco décadas, mais de US$ 5 bilhões arrecadados e 22 filmes depois (o 23º estreia no dia 26 do mês que vem), não apenas o primeiro ator que encarnou o agente mudou seu status: o próprio personagem se reinventou (na pele de outros seis intérpretes), resistiu até à morte de Fleming (John Gardner publicou 14 novas histórias além das escritas pelo criador de 007) e o culto dos fãs atravessou gerações, sobrevivendo ao fim da Guerra Fria e às mudanças geográficas, políticas e tecnológicas.

Texto e imagem reproduzidos do site: gauchazh.clicrbs.com.br