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domingo, 22 de maio de 2016

Curiosidades do filme "O Ébrio"


Curiosidades, bastidores, novidades, e até segredos escondidos de "O Ébrio" e da sua filmagem!

O Ébrio.

Foi um dos filmes mais populares do Brasil, ficando duas décadas em cartaz e também o filme brasileiro do qual mais cópias se tiraram época (500). À época do lançamento, superou com facilidade a bilheteria em Farrapo Humano, de Billy Wilder, que gerava constantes comparações por tratar do mesmo tema.

Restauração.

Em 1998 o filme foi restaurado e relançado pela Riofilme. O processo custou R$ 300 mil e levou dois anos para ficar pronto. O Ébrio foi reconstituído quadro a quadro, tanto a imagem quanto o som, e até uma aparelhagem especial foi usada para recuperar o som original. Foram adicionados 25 minutos inéditos.

Burocracia.

Em 2002, O Ébrio foi exibido em Paris, no Festival do Cinema Brasileiro, que lotou o L’Arlequin, na Rive Gauche. Na volta, a única cópia recém-restaurada foi retida na Alfândega do Rio, no Departamento de Importação (GDIMP), apesar de toda a documentação de exportação estar correta.

Canção popular.

Em 1946 o Jornal do Brasil noticiou: "Uma multidão de fãs foi aos cinemas para a estréia de O Ébrio, filme de Gilda de Abreu, protagonizado por seu marido, Vicente Celestino, que conta a história de um homem abandonado pela mulher que busca consolo nas garrafas. Grande parte do sucesso do filme pode ser explicada pela música homônima, gravada por Celestino em 1937."
Juntos no cinema.

A diretora Gilda de Abreu era esposa do ator, roteirista e compositor Vicente Celestino.

Texto reproduzido do site: adorocinema.com

'O Ébrio', filme de Gilda Abreu, com Vicente Celestino


Publicado originalmente no blog O Berro net, em 29 de junho de 2014.

'O Ébrio', filme de Gilda Abreu, com Vicente Celestino.
Por Márcio Silvestre.

O filme em destaque é O Ébrio, de 1946, roteiro e direção de Gilda Abreu, inspirado na canção homônima de Vicente Celestino, seu marido e parceiro na criação desse filme.

Estrelado por Vicente Celestino, seu personagem Gilberto Silva, um homem de coração puro que, após a falência do pai, vai à cidade grande em busca de melhorar de vida e terminar os seus estudos; lá chegando os familiares lhes negam ajuda e ele acaba nas ruas. Depois de muito perambular e dormir em praças, encontra numa igreja a tão esperada porta aberta, faz amizade com o Padre que lhe oferece moradia e lhe incentiva a procurar emprego.

Sua sorte começa a mudar desde então: inscreve-se em um concurso de calouros numa rádio, onde garante o primeiro lugar ao cantar sua história na canção "Porta Aberta", virando assim um cantor exclusivo da emissora de rádio que o apresentou ao mundo e, ao ser contratado, pôde terminar seus estudos de medicina. Anos depois, já formado, concilia as duas profissões. Médico durante o dia e cantor de rádio à noite. No hospital conhece Marieta, uma enfermeira zelosa que o admira e com quem tempos depois se casa.

Ao ficar rico, aqueles familiares que o rejeitaram vieram ao seu auxílio, fingindo-se de amigos, entre eles o primo José, um algoz que arquiteta um plano para roubar sua esposa. Quando consegue, Gilberto se vê sozinho, triste sai pelas ruas sem rumo e decide forjar a própria morte, entrega-se à bebedeira, tornando-se um ébrio sem destino, desolado e cheio de mágoa.

"Tornei-me um ébrio e na bebida eu busco esquecer aquela ingrata que me amava e que me abandonou. Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer. Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou".
O Ébrio, melodrama cantado, foi um sucesso de bilheteria e um dos filmes mais populares do Brasil, ficando duas décadas em cartaz.
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Márcio Silvestre é ator/professor de teatro. Trabalha com artes cênicas desde 2004, tem registro no sindicato dos artistas e técnicos em espetáculos de diversão (SATED-CE) e leciona teatro em escolas desde 2009. Atualmente graduando em jornalismo pela UFCA.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 11, de 20 de novembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

Texto reproduzido do blog: oberronet.blogspot.com.br

Filme: "O Ébrio" (1946), de Gilda de Abreu