Colinense, apaixonado por faroeste, tem coleção com 1.600 filmes
Os faroestes são uma das paixões na vida de Noel de Oliveira Machado, 58 anos, que mantém em casa uma coleção com mais de 1.600 filmes deste gênero que, em tempos áureos, levava multidões às salas de cinema e eternizou nomes como John Wayne, Giuliano Gemma, Franco Nero, Kirk Douglas, Rock Hudson, Clint Eastwood, entre tantos outros.
O interesse pelos filmes de índios e cowboys do velho oeste
americano começou na infância. “O que me atraiu na época era a música
assobiada, tema da maioria dos filmes. Quando cresci e passei a entender melhor
o enredo me apaixonei ainda mais, tanto que hoje só assisto este tipo de filme.
Gosto deste estilo porque é completo, tem ação, romance, paisagens bonitas e
estórias bem elaboradas”, declarou.
Segundo Noel, a coleção começou por acaso. “Como gostava
passei a adquirir muitos filmes que ainda eram em fita VHS para o videocassete,
depois foram os DVDs e agora o blu-ray. Quando percebi tinha muitos filmes. Não
me desfiz de nenhum e o acervo só foi crescendo, inclusive os em VHS foram
copiados para o DVD, mas guardo os estojos e cartazes de vários deles”.
RARIDADES DA COLEÇÃO
A coleção de Noel tem raridades como quatro faroestes
estrelados pelo Rei do Pop, Elvis Presley, intitulados “Ama-me com Ternura”,
“Estrela de Fogo”, “Charro” e “John é muito vivo”.
Antes de se tornar presidente dos Estados Unidos, Ronald
Reagan ficou famoso como ator cinematográfico nos papéis de cowboy, ora sedutor
ou como “mocinho” ordeiro. Há quem diga que o cinema o projetou para a
política. Considerações à parte, o ídolo dos anos 50 também faz parte do acervo
do colinense com o filme “Com a Lei e a Ordem”.
DÉFICIT DE QUALIDADE
O filme mais antigo da coleção é “Em Busca do Ouro”, de
1925, estrelado por Charlie Chaplin. “A gente procura adquirir filmes mais
recentes também para atualizar a coleção e tenho quase todos, inclusive a nova
versão de ‘Django Livre’, estrelado por Leonardo do DiaCaprio e lançado no ano
passado. Esse filme é um clássico do faroeste, de 1960, mais a regravação não chega
nem aos pés do original”, revelou.
Para Noel os faroestes recentes nunca podem ser comparados
aos antigos, que são insuperáveis. “Hoje em dia os estúdios de Hollywood quase
não investem em faroeste e quando o fazem são regravações que foram sucesso no
passado. E, os que são feitos, não chegam nem aos pés dos anteriores. O
problema pode ser os atores que não têm o mesmo talento e carisma dos
profissionais do passado, talvez aí esteja o déficit de qualidade”.
PAIXÃO QUE NÃO É EXCLUSIVA DE HOMENS
Ele contou que a paixão pelos faroestes não é exclusiva dos
homens, mas das mulheres também. “As histórias de amor dos faroestes são lindas
e emocionantes, mexem com a alma humana e isso atrai ambos os sexos”.
O colecionador contou que “uma senhora chegou a pagar uma
boa quantia pelo filme ‘O Último por do Sol’ que estava procurando há um bom
tempo”. Ressaltou, “os filmes repetidos servem de base de troca com
colecionadores, de outras cidades. Ainda não assisti todos os filmes da coleção
e anoto os que já foram vistos numa lista que já tem 1.250 títulos”.
COLEÇÃO TEM QUE CRESCER
O desejo de todo colecionador é ver o seu acervo crescer e
este também é o objetivo de Noel. “Ainda faltam muitos filmes para enriquecer e
aumentar a minha coleção. A internet é uma ferramenta que ajuda bastante na
procura de filmes e informações sobre eles”.
Esse é um hobby que dá satisfação ao colecionador que é
funcionário público e, nas horas de folga, adora manusear os títulos ou
conversar sobre faroeste com as pessoas que o procuram para perguntar sobre
algum filme ou mesmo para saber sobre a coleção completa do comediante
Mazzaropi, com 32 filmes. “Esta coleção é muito procurada, fico impressionado
como o criador do ‘Jeca Tatu’ – o adorável caipira, faz sucesso até hoje. Entre
os destaques está ‘Jeca Macumbeiro’ que foi recordista de público e renda no
Brasil no ano de 1975”, explicou Machado.
Esse é um curto relato sobre os faroestes que fazem parte da
vida de Noel, ou será o contrário? Tanto faz, de um jeito ou de outro, não são
só os filmes que tem histórias para contar, mas esse apaixonado colecionador
também. Você se interessou pela coleção?
É só procurar o Noel na sua casa, que fica na Rua Cel. Luciano de Melo
Nogueira, 26 - Centro ou ligar para o fone 3341-4552.
Texto e imagem reproduzidos do site: ocolinense.com.br

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